20/01/2010

Em carne viva!

Tal como uma ferida que sangra, arde, e por fim sara, tenho uma dentro de mim, mais precisamente no meu peito, que arranca as minhas visceras a nu, deixando-me com um buraco que teima em não fechar.

Neste momento a ferida está em crosta, uma falsa ilusão de que tudo passou, porque a qualquer momento esta camada pode ser retirada com toda a brutalidade deixando-a, talvés pior, fazendo-a sangrar mais, deixando-me fraca, insana de dor e de injustiça, fazendo-me vaguear de novo pela viela sem esperança, à espera de alguém me arrancar de vez o coração, ou enfiar-lhe uma estaca.

Agora a água do poço está nivelada, reflectindo uma imagem colorida, mas, à volta está rodeada de nuvens carregadas prestes a precipitar, esses volumes cinzentos são os meus fantasmas prestes a atacar e a assombrar a linda imagem.

Só espero achar o remédio para escacear esta dor, agora disfarçada, para me reabilitar e agarrar a esse antídoto que me salvará.

1 comentário:

  1. Bell, mto fodaa esse seu post!!
    Tu escreve bem pakas meo!
    Ler isso dá akela sensação...frio na barriga...
    Como se esses fantasmas q tu citou estivessem vindo ao meu encontro e fossem arrancar as minhas entranhas, eu ver meu coração ainda batendo, jogado no chao...na linha tênue entre vida e morte!
    É como estar sem folego e ainda continuar vivo...(wtf?) xD
    HuaHua viajei né?
    Mas tá rox!
    =*

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