09/04/2011

O Jornalismo na Era Digital

O jornalismo não é propriamente algo novo, muito pelo contrário, existe desde o século XVII d. C. O primeiro jornal em papel a ser criado oficialmente foi por volta de 1650 na Alemanha.

Este meio de comunicação veio trazer a muitas pessoas o conhecimento geral do mundo, que outrora só uma pequena percentagem tinha acesso.

Revolucionou a maneira de pensar e ver o mundo, pois, já que sabiam dos acontecimentos as pessoas já não estavam mais presas a realidades impostas pelos monarcas ou governos, e começaram a se interessar mais e a serem mais cultas, o que levou a uma diminuição de analfabetismo.

Mais tarde, décadas 20 a 50, foi criada a rádio, um meio mais fácil para pessoas que não sabiam ler. Estas pessoas poderiam ouvir e saber o que se passava fora do conforto das suas casas, já que para muitas delas, o vizinho ser roubado já era uma tragédia.

A rádio ajudou muito nas duas Grandes Guerras Mundiais. A maioria das pessoas ficavam em casa a ouvir a rádio para saber o que iria acontecer a seguir, se iriam ser atacadas ou se familiares eram bombardeados. Ajudou também forças inimigas a saber o próximo passo do seu rival.

Outro meio de comunicação é a televisão, surgindo quase na mesma época da rádio, oficializando-se também no país Germânico em 1935.

A televisão proporcionou a visualização de notícias e o conhecimento de lugares longínquos a pessoas que mal saíam do seu país ou até mesmo da sua cidade. Com som e imagem foi possível criar esta pequena caixa que maravilhava pequenos e graúdos.

Um momento importante possível de visionar foi a ida do Homem à Lua. Foi transmitido mundialmente fazendo as maravilhas de uns e levantando a desconfiança de outros.

Recentemente, quase um segundo em tempo histórico, apareceu a Internet, mais precisamente no período áureo da Guerra Fria. Foi criada com fins militares, mas mais tarde foi passada a ser usada pelo meio académico, como estudantes e professores, principalmente nos EUA. Graças à Guerra Fria o melhor meio de comunicação foi colocado no mundo, ajudando a divulgar coisas nunca vistas.

Saltando um pouco para o novo milénio, foi a partir da Internet, com a página WikiLeaks, que se conheceram documentos ultra secretos que podem pôr, e põem, em causa políticos e famosos.

Jornais de papel viram-se obrigados a colocar-se online, como o Público ou o Expresso, pois surgiram os jornais grátis, como o Metro ou o Destak ambos online também. Estes vieram competir com os pagos.

Agora a partir de um computador, ou muito melhor, de um iPad ou Smartphone podemos ter acesso a notícias de todo mundo, mas ao contrário dos três primeiros meios de comunicação, estes não são mass media, eles preocupam-se em dar ao leitor o que eles procuram, o que eles pesquisam. O que acontece hoje em dia é a quantidade gigantesca de informação que temos ao nosso dispor. Temos de aprender a seleccionar conteúdo ou mergulhamos num mar infinito de informação, muita dela descartável.

Alguns jornais em papel com medo de perderem terreno em relação aos online, lançam uma taxa simbólica na Internet, para terem lucro.

A meu ver o jornalismo não irá acabar, apenas vai passar por uma fase de metamorfose. Vai ter de ir ao encontro da nova geração e das suas necessidades, fazendo talvez com que a informação em papel desapareça e renasça num outro meio.

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