17/08/2009

1ª Parte

Era uma manhã normal de Novembro em Roma, escura, fria, com aspecto de que ia chover a qualquer momento. Eram seis e meia da manhã, dormi mal e agora estava completamente desperta, olhava lá para fora enroscada no meu confortável edredão.
Meu nome é Polissena Russo, mas toda a gente me chama de Poli, tenho 26 anos e vivo na Via Cavalletti, perto da Piaza Venezia. É uma casa acolhedora, alaranjada por fora, e por dentro dá perfeitamente para mim, já que vivo sozinha.
Tenho um pequeno negócio de antiguidades gerido por mim e pelo meu melhor amigo e sócio Fabrizio Gazzo, é apenas mais novo que eu um ano, conhecemo-nos na faculdade, estudei História da arte, e aprofundei mais um pouco pela rica História de Itália. Graças a ele, principalmente à sua família abastada, conseguimos abrir a nossa loja, ele tem mais queda para as finanças e eu contento-me com as obras primas. “Antiquariato a Roma” nome muito criativo não é? Esta localiza-se na Via Giulia, longe de onde moro eu sei, mas tem um café óptimo lá.
Decidi levantar-me, mas mal me descobri senti um arrepio dos pés à cabeça, que frio horrível é este? Costumava ficar mais frio em Dezembro e Janeiro, e ainda era Outono, a minha estação favorita. Apressei-me a pegar no robe que estava delicadamente pousado ao fim da minha cama, calcei meus chinelos e fui directa para a cozinha. Coloquei água a ferver e pus um pão a torrar, enquanto isso fui escolher a minha roupa e arrumar-me, uma camisola de lã era pouco, portanto tive que colocar uma T-shirt por dentro, peguei nuns jeans escuros e calcei umas botas pretas. Enchi uma caneca com água fervida, juntei café solúvel e um pouco de açúcar, tirei o pão e passei doce de morango, meu café da manhã era basicamente isto. Liguei o rádio enquanto comia, não havia notícias interessantes, apenas os de sempre, roubos, acidentes, sequestros, enfim, uma longa lista de desastres e coisas más. Após as notícias uma música suave tocou, isto fez-me lembrar do que não queria, uma história que não tinha resultado, feria-me só em pensar, relembrar… Decidi desligar o rádio e comer em silêncio antes que atirasse o pobre aparelho pela janela.
Arrumei bem rápido a cozinha, peguei na minha bolsa e desci até à rua, senti um vento cortante por mim e fui obrigada a ir buscar um casaco, voltei de novo à rua já mais agasalhada e com o capacete da minha vespa na mão, como era linda a minha vespa, era simples, vermelha, tinha dinheiro para um carro mas preferia a minha mota.


Cheguei na loja, com as nuvens que estava o Sol não era permitido de iluminar, não gostava destes dias sem Sol, é como se não houvesse vida. Abri o estabelecimento, fui obrigada a ligar a luz, ou seja, mais dinheiro que me sai do bolso ao fim do mês, ‘malditas nuvens’ pensei, não me servia de nada lamentar-me então fui arrumar a montra, algumas prateleiras, e tentar colocar o lugar o mais arrumado possível, ontem não fui eu que fechei a loja, portanto estava tudo “fora do lugar”, pelo menos fora dos sítios onde eu gostava de ver as peças.
Um carro cinza era estacionado mesmo em frente à porta, ’vais ouvi-las Fabrizio’, então um individuo alto, um tanto moreno, cabelo castanho espetado no ar e bem vestido entrara.
-Quantas vezes já te avisei para não colocar o carro ali Fabri?!-Eu estava a conter a minha raiva, a manhã não estava correndo propriamente bem.
-Er… Só hoje Poli, por favor, você sabe que daqui a pouco as pessoas enchem as ruas.
Ele tinha razão mas detestava ter aquele “carrão” em frente à loja, estava quase a persuadi-lo quando meu celular toca, era uma mensagem. ‘Sonhei com você essa noite, precisamos de nos encontrar novamente, preciso te sentir de novo.’ esta sms era do meu “ficante”, a pessoa onde eu podia tirar fome das carências, andávamos menos “activos” esse tempo, porque mais uma vez meu passado me assombrava, eu não era capaz de sair de casa ás vezes, mas eu adorava ele…
Ele me dava o que precisava quando precisava, mas não passava disso, por muita pena dele. Fabrizio reparou no meu estado “múmia” e tentou chamar-me de volta à Terra.
-Poli? Poli!! Estou falando para você durante esse tempo e você me trocando por uma sms, aposto que já sei quem é. O meio pretendente?
-Ele não é pretendente, é apenas um amigo… Amigo colorido, apenas isso.-Tentei ficar por ali. Outra sms chegou, ‘Almoçamos juntos hoje? Vou buscar vc por volta das 13h está bom? Beijo nessa sua boca linda.’ Fabrizio veio espreitar.
-Ele é chatinho não é? “Beijo nessa sua boca linda”, ah por fav…-Eu apenas fulminei ele com o olhar.
-Vou tratar dos papeis! Até já.-Saíu quase correndo lá para dentro, onde seria nosso escritório e armazém. Enviei uma sms a confirmar o almoço, por dentro eu desejava estar em seus braços, fechar os olhos e esquecer de tudo.

*Ainda não escolhi um título, talvés fique "Enquanto estiveres aí" o que vcs dizem? Beijos e comentem!*

**Parágrafos divididos pelas letras em negrito**

6 comentários:

  1. Bom eu aki pra fala dessa tuga maravilhosa... sem palavras, principalmente diante desse texto maravilhoso escrito por ela... então apenas vou resumir em pequenas palavras...
    Bells já que eu não sou bom em falar de pessoas vou resumir em apenas que desejo que ti seja feliz, e continua sendo assim doce e carinhosa com as pessoas ... bjos e te amo muito sua tuga malukina

    By Beto

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  2. Nossa, adorei!!!
    Tô louca pra ler o resto, vc escreve muito bem, Bells.
    Bjux!!

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  3. Espero que a espera pela 2º parte seja muito breve... Textos assim são fantásticos e cravam-me as unhas, tornando-me um viciado... A única vez que algo me tocou assim foi quando li o Crepúsculo... Cada página que virava fazia o meu sangue ferver pela seguinte...

    Bjs Bells e continua assim... Adoro-te mt xD

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  4. nuss mor , vc tem talento , muito talento , adorei a historia e tipo vc é fantastica , tanto escrevendo , tanto em minha vida s2

    amo muito vc

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  5. Vai ter feiticeiros, vampiros ou extraterrestres?

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